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Perigos da internet: como monitorar o acesso dos filhos à rede

Como controlar acesso à internet e evitar os seus perigos? As novas gerações de crianças estão sujeitas a diversas ameaças com as quais os pais e responsáveis não tiveram contato. Antigamente, a maior preocupação dos pais era que os filhos conversassem e interagissem com estranhos no meio físico. Porém, o mundo se desenvolveu e, atualmente, os perigos se estenderam à internet.Como a maioria dos pais cresceu sem conhecer e correr esses riscos, muitos ficam perdidos sobre como abordar o tema com os filhos e ensiná-los a utilizar a internet, em vez de proibir o uso da tecnologia.Se você quer aprender mais sobre esse assunto, continue lendo este post!

Os principais perigos da internet

Para as crianças, a internet é sinônimo de entretenimento e diversão e tudo funciona como a vida real. Se as pessoas se apresentam como seus amigos, para a criança, não há motivos para que desconfie do contato. É nesse momento que os pais precisam estar alerta e adotar medidas que protegerão os menores.Primeiro, é preciso sentar e conversar com as crianças, explicando por que a internet é tão perigosa. Colocar medo nas crianças e tentar impedir o acesso de nada adiantará. Um(a) jovem que entende os riscos que corre será mais cuidadoso(a) e menos curioso(a) ao estabelecer conexões online.A explicação deve ser realizada segundo a idade da criança. Além disso, quanto menor for o(a) filho(a), maior será a supervisão e restrição do uso. Depois, ao longo dos anos, a supervisão poderá ser diminuída, gradativamente, pelos pais.Uma pesquisa realizada pela revista ÉPOCA em 2016 mostrou que, das 1.000 crianças ouvidas entre 7 e 12 anos, 65% disseram não ter regras ou tempo determinado para acessar a internet. Esses dados são alarmantes, uma vez que crianças com essa idade não têm capacidade de discernir e reconhecer possíveis perigos.

Os riscos mais comuns a que crianças são suscetíveis

Adicionar desconhecidos na rede

Esse é um grande perigo da internet, pois, ao adicionar um desconhecido em sua rede, a criança estará dando a ele informações e dados valiosos. Sabemos que essa geração é a da superexposição, assim, é fácil descobrir por meio de fotos e textos quais são os hábitos da criança e da família, local onde estuda, trabalho dos pais e outras informações que não devem ser compartilhadas com qualquer pessoa.

Desenvolver relacionamento com estranhos

Além de aceitar desconhecidos nas redes sociais, estabelecer contato com eles é ainda mais perigoso. Esses predadores online reconhecem vítimas indefesas, entram em contato com elas por meio de salas de bate-papo, mensagens instantâneas ou quadros de discussão, e tentam seduzi-las com atenção, afeto e gentileza.Como estão vulneráveis, as crianças passam a reconhecer nessa pessoa um amigo e confidente. Como consequência, podem marcar encontros com essas pessoas desconhecidas ou enviar fotos e vídeos para elas.

Clicar em links perigosos

Crianças não têm a mesma malícia que os adultos para não clicar em links suspeitos. Ao acessar um site e ver um link com aquilo que ela procura, essa criança estará abrindo as portas do seu computador para hackers, phishing e malwares.No mês de dezembro de 2017, o aplicativo de segurança DFNDR Security bloqueou mais de 17 milhões de ataques via links maliciosos. Quando os filhos clicam nesse tipo de conteúdo, mesmo sem perceber, eles estão abrindo as portas do computador para uma pessoa desconhecida ter acesso a qualquer tipo de informação.Essa situação é tão perigosa quanto dar uma chave da sua residência para uma pessoa qualquer na rua. Você não sabe quais são as intenções ou riscos que está correndo até que o hacker entre em ação.

Enviar fotos e vídeos e marcar encontros

Enviar fotos e vídeos e marcar encontros com desconhecidos é a parte mais perigosa de uma criança utilizar a internet sem o controle dos pais. Atitudes como essas envolvem a exposição do(a) filho(a) a perigos como sequestro e até morte.

O controle do acesso à internet

Diante de tantos perigos, é comum que pais tentem restringir o uso da internet ao máximo. Mas não podemos negar que ela proporciona experiências incríveis, que auxiliam no aprendizado da criança e estimulam novos sentidos. Por isso, a restrição exacerbada nunca é a solução. Veja outras formas de controlar o acesso dos pequenos:

Filtrar e monitorar todo o conteúdo que a criança acessa

Depois de conversar com a criança e explicar para ela os riscos que a internet tem, ainda é preciso filtrar e monitorar todo o conteúdo acessado. Mesmo que o(a) filho(a) reclame da falta de privacidade, é preciso verificar constantemente os contatos e conversas que ele(a) está tendo nas redes sociais.Peça sempre que ele(a) mostre os novos pedidos de amizade e desconhecidos que tentarem iniciar uma conversa. Explique que a internet traz um falso anonimato e que nem sempre a pessoa do outro lado da tela é quem diz ser. Verifique também as páginas acessadas pela criança, tanto no celular quanto no computador.Além disso, é preciso que a criança entenda que tudo o que ela diz e posta terá uma consequência, assim como acontece na vida real. Por isso, ela não pode expor, ridicularizar ou xingar pessoas.

Controlar jogos e aplicativos

Os perigos da internet também estão associados ao excesso do uso de aplicativos e jogos. Assim, é preciso controlar os jogos que seu(sua) filho(a) está jogando e quanto tempo ele(a) passa nos aplicativos.Muitas vezes, a criança diz que está no quarto estudando ou que vai dormir, mas está jogando ou conversando. Nesses momentos, os pais devem recolher o celular e notebook e estabelecer horários certos para o uso e diversão.

Utilizar softwares e segurança online

Existem várias ferramentas e filtros que ajudam os pais a monitorar o uso do celular e do computador. É possível controlar a navegação e bloquear sites e usuários perigosos.Por exemplo, há aplicativos que permitem a restrição do que é baixado; é possível ativar o modo infantil no Galaxy Tab S, que se transforma em uma ferramenta educacional com jogos infantis e materiais apropriados; ativar o controle parental no Windows ou utilizar a Net Nanny, que restringem quais sites e termos podem ser pesquisados; e utilizar o AVG Family Safety ou o Norton Family, que são serviços de controle dos pais sobre as atividades do computador da criança.Dessa forma, podemos ressaltar que controlar acesso à internet é fundamental para manter os filhos longe dos perigos da rede. Busque fazer com que a criança fique interessada e entenda os motivos pelos quais ela tem limitações na hora do uso. Estabelecendo essa relação de confiança, a família ficará mais tranquila, e as crianças, mais seguras ao reconhecer contatos diferentes e possíveis riscos.Gostou do nosso conteúdo? Que tal compartilhá-lo nas redes sociais e ajudar outros pais?

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